Orçamento de Estado para 2006

Foi aprovado, esta semana, o Orçamento de Estado para o ano 2006. Um orçamento apresentado com a maior das transparências e rigor e amplamente debatido.
A sua aprovação, garantida apenas com os votos da maioria socialista merece, a meu ver, uma análise no que concerne à posição tomada pelas demais bancadas parlamentares. Não sendo de estranhar, num cenário de maioria absoluta, os votos contra do BE, PCP/PEV e PP, é passível de crítica o voto negativo do principal partido da oposição, partido que integrou a coligação que até há bem pouco tempo governou o nosso país. A um partido que tem legítimas ambições de poder não se admite que dê um voto negativo a um orçamento em relação ao qual concorda na generalidade (dedução que se me afigura como lógica, porquanto não apresentou alternativas viáveis e credíveis, preferindo manter o silêncio em relação a questões de fundo).
Assim, apenas se pode compreender esta tomada de posição por uma atitude “revenchista” e irresponsável de quem parece ainda não ter tomado consciência do papel que lhe compete e que os portugueses decidiram dar - o de oposição. O principal partido da oposição tem-se pautado pela crítica pura e simples, pouco ou nada tendo apresentado de novo, credível, sustentável e exequível.
Sabemos que na actual conjuntura da União Económica e Monetária, o espaço de manobra que cabe ao governo em relação à manipulação da política monetária é extremamente reduzido (senão mesmo nulo).
Assim, reveste-se de fulcral importância a prossecução de uma política orçamental consciente e responsável. Inevitavelmente, face ao contexto económico português actual, há que adoptar medidas difíceis. Medidas, o mais das vezes, mal compreendidas e aceites, mas que deverão ser entendidas por todos como necessárias e prementes.
Os efeitos económicos dos decisores de política tardam muitas vezes em fazer-se sentir. Qualquer acção de política económica, para ser eficaz, deve ter em conta as diferentes velocidades de propagação. Assim, há que dar um voto de confiança a este elenco governativo. Um governo que não se tem furtado à tomada de decisões difíceis, inclusivamente nos momentos menos oportunos (eleitoralmente falando), merece um voto de confiança por parte de todos os portugueses. Há que saber aguardar (mas sem nunca nos relegarmos a uma posição passiva e expectante). Estou certo de que este governo maioritário do Partido Socialista saberá fazer mais e melhor contando, claro está, com o esforço e determinação de todos nós.
A sua aprovação, garantida apenas com os votos da maioria socialista merece, a meu ver, uma análise no que concerne à posição tomada pelas demais bancadas parlamentares. Não sendo de estranhar, num cenário de maioria absoluta, os votos contra do BE, PCP/PEV e PP, é passível de crítica o voto negativo do principal partido da oposição, partido que integrou a coligação que até há bem pouco tempo governou o nosso país. A um partido que tem legítimas ambições de poder não se admite que dê um voto negativo a um orçamento em relação ao qual concorda na generalidade (dedução que se me afigura como lógica, porquanto não apresentou alternativas viáveis e credíveis, preferindo manter o silêncio em relação a questões de fundo).
Assim, apenas se pode compreender esta tomada de posição por uma atitude “revenchista” e irresponsável de quem parece ainda não ter tomado consciência do papel que lhe compete e que os portugueses decidiram dar - o de oposição. O principal partido da oposição tem-se pautado pela crítica pura e simples, pouco ou nada tendo apresentado de novo, credível, sustentável e exequível.
Sabemos que na actual conjuntura da União Económica e Monetária, o espaço de manobra que cabe ao governo em relação à manipulação da política monetária é extremamente reduzido (senão mesmo nulo).
Assim, reveste-se de fulcral importância a prossecução de uma política orçamental consciente e responsável. Inevitavelmente, face ao contexto económico português actual, há que adoptar medidas difíceis. Medidas, o mais das vezes, mal compreendidas e aceites, mas que deverão ser entendidas por todos como necessárias e prementes.
Os efeitos económicos dos decisores de política tardam muitas vezes em fazer-se sentir. Qualquer acção de política económica, para ser eficaz, deve ter em conta as diferentes velocidades de propagação. Assim, há que dar um voto de confiança a este elenco governativo. Um governo que não se tem furtado à tomada de decisões difíceis, inclusivamente nos momentos menos oportunos (eleitoralmente falando), merece um voto de confiança por parte de todos os portugueses. Há que saber aguardar (mas sem nunca nos relegarmos a uma posição passiva e expectante). Estou certo de que este governo maioritário do Partido Socialista saberá fazer mais e melhor contando, claro está, com o esforço e determinação de todos nós.
João Brás

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