Domingo, Novembro 13, 2005

Soares incentiva à educação cívica!


Numa altura em que cada vez mais existe, pela parte dos jovens portugueses, um desinteresse pela política, um afastamento do associativismo estudantil e até um grave crise ideológica, faz sentido uma reflexão sobre este assunto. Faz também sentido, e porque é uma clara consequência dos fenómenos acima referidos, questionarmo-nos sobre o que leva um jovem a ficar em casa, e a abdicar de um dos mais elementares direitos de cidadania. O direito ao voto.

Foi com esta orientação que decidi interpelar o candidato presidencial Mário Soares aquando do debate promovido pela candidatura no Café Sta. Cruz em Coimbra (no passado dia 7 de Novembro, 2ª feira).

"Numa altura em que cada vez mais os jovens se afastam da vida política, vêem os políticos com olhos de desconfiança, recusam-se a participar na vida associativa e renegam o direito ao voto, é importante levantar uma questão. No seu entender, qual é que acha que é o principal motivo para isto estar a acontecer, e qual é que gostaria que fosse a mensagem a passar para os jovens, tanto os que participam, como aqueles que se recusam?”

Mário Soares respondeu que "essa questão é muito pertinente, e ao fazê-la está a colocar o dedo na ferida. É fundamental que as pessoas entendam que a solução passa pela educação cívica. Que é fundamental transmitir desde cedo valores ao jovens, para que quando crescerem os possam colocarem em prática, mas acima de tudo que compreendam o funcionamento da sociedade e não se alheiam de uma responsabilidade que é de todos. Ser político não é nenhuma vergonha, e actualmente é mais fácil dizer mal, do que tecer comentários críticos construtivos. Só com preparação académica (responsabilidade das universidades) e com preparação cívica (participação em associações e partidos) o futuro dos pais estará seguro. Só assim poderemos contar com uma nova geração de políticos.”

Foi evidente nesse dia que Mário Soares tem uma clara preocupação para com os jovens, e que não foi casualmente que dedicou os primeiros actos de campanha a dialogar com eles. Ficou também patente que a campanha vai ser muito mais virada para as pessoas, e menos para os órgãos de comunicação social.
Da minha parte fica a enorme admiração por este grande senhor da política, que depois de uma visita à AAC, de um passeio a pé da Praça da Republica até à Praça 8 de Maio, e de uma volta a visitar a Baixa, ainda se sentiu capaz de discutir os problemas dos jovens num encontro informal. Depois disto só me resta uma reflexão:

Temos candidato!
Hugo Francisco (Membro do Secretariado da Concelhia)