Maternidades
Autarcas e utentes vs. Governo, Ordem dos Médicos e OMSFoi esta semana apresentado um estudo da Comissão de Saúde Materna e Neonatal a comprovar a necessidade de encerramento das maternidades de Barcelos, Santo Tirso, Oliveira de Azeméis e Elvas até 30 de Junho.
Recorde-se que a intenção de reorganizar a rede de maternidades do País vem no seguimento de directivas da Organização Mundial de Saúde, que definem um mínimo de 1500 partos por ano como forma de garantir a qualidade e segurança dos cuidados prestados às grávidas. É do conhecimento geral que estas unidades com poucos atendimentos não dispõem de meios humanos (médicos e enfermeiros especializados) e técnicos, nem da experiência necessária. Esta questão já é antiga e já tinha sido ensaiada pelo anterior Governo. Contudo, esbarrou sempre na oposição dos autarcas e dos utentes.
Segundo Luís Graça (em entrevista à Visão de 9 de Março de 2006), presidente do Colégio da Especialidade de Ginecologia/Obstetrícia “em 2004, justamente nas maternidades pequenas que tinham proposto encerrar, ocorreram cerca de uma dezena e meia de casos de bebés mortos, quando as gestações tinham sido normais”.
O número de partos é apenas um dos elementos que serão tidos em conta para o eventual encerramento de maternidades. O Ministério da Saúde garante mesmo que nenhuma unidade será fechada sem que haja alternativas para a população, como a existência de acesso e transportes para as maternidades mais próximas.
Aos utentes cabe perceber que estes encerramentos serão levados a cabo para o melhor interesse dos recém-nascidos e das próprias mães que passam a poder usufruir de maternidades com cuidados diferenciados e com todo o equipamento técnico e humano necessários.

<< Home