Interrupção Voluntária da Gravidez

PS, PSD e BE aprovaram, esta quinta-feira, uma proposta de referendo sobre o aborto, num debate em que a bancada social-democrata esteve quase ausente, sem fazer qualquer pergunta nem responder às críticas que lhe foram dirigidas.
A solução de manter a actual lei, que considera o aborto um crime punível com pena de prisão até três anos, mas impedir o julgamento das mulheres, defendida nos últimos tempos por vários dirigentes do PSD e do CDS-PP, não teve voz no debate, apesar de ter sido contestada em várias intervenções, que não obtiveram réplica.
A solução de manter a actual lei, que considera o aborto um crime punível com pena de prisão até três anos, mas impedir o julgamento das mulheres, defendida nos últimos tempos por vários dirigentes do PSD e do CDS-PP, não teve voz no debate, apesar de ter sido contestada em várias intervenções, que não obtiveram réplica.
O debate durou menos de duas horas e encerrou, antes de ser aprovada a proposta de referendo, com quatro intervenções seguidas do PS, sendo uma da autoria do Secretário-Geral da Js, Pedro Nuno Santos .
Pedro Nuno, defendeu que o principal objectivo do PS e da JS é terminar "com as investigações, com os interrogatórios, com os julgamentos e com as condenações das mulheres que interropem a sua gravidez", apontando que quem ainda concordar com tudo isto, no dia do referendo, "votará não, quem não concordar votará SIM"!´
De facto, é preciso relembrar que o que aqui se trata é de despenalização e não de legalização! A diferença é grande e tem de ser sublinhada. Não se faz a apologia do aborto nem se incentiva a sua prática! Há que desmistificar este etigma da direita. Ao que o PS e a JS querem colocar um definitivo ponto final é na hipocrsia que o nosso sitema penal continua a promover, permitindo que as mulheres sejam violentamente julgadas e condenadas.

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