Segunda-feira, Março 27, 2006

Será feitiço?

Parece sina!... Ou então, não. Mas lá que é moda, é. As obras em Coimbra estão condenadas a ir ao fundo. Primeiro foi o Pediátrico, agora o complexo de esplanadas do Parque Verde Mondego.

A pressa dá em vagar! - diz o sábio povo. O Pediátrico lançado à pressa, com atropelos a estudos e recomendações técnicas à mistura, lá se foi afundando e arrastando consigo as ambições pediátricas da Capital da Saúde.

Agora foi a vez da esplanada das Docas. Depois do Urso, ficámos também sem a esplanada. É coincidência a mais. Descuido será a palavra mais acertada. Canalisar o Rio Mondego numa passagem muito estreita que coincidia com a estrutura de sustentação da esplanada não parece ter sido grande ideia...

Deve ser feitiço de D. Pedro em honra à sua amada!

Domingo, Março 26, 2006

Concurso 25 de Abril



Queremos, antes de mais, agradecer a todos quantos participaram no Concurso. Todos os trabalhos apresentados demonstram que a imagem e os valores do 25 de Abril estão bem presentes na nossa geração, ao contrário do que outros tentam fazer crer. A todos vós o nosso muito obrigado!

O Secretariado da Concelhia de Coimbra da Js deliberou que os prémios vencedores foram:
  • As Armas não chegaram a Disparar - escultura de Carlos Silva
  • Há Sempre Abril - poema de David Silva
  • Presos na Sociedade Livre - fotografia de Francisca Moreira
  • Liberdade - música de Luís Carlos Coelho
  • Cravo de Abril - quadro de Ricardo Garcia

Parabéns a todos os participantes!

Os vencedores serão contactados em breve para todos os esclarecimentos acerca da viagem.

Sábado, Março 25, 2006

Concurso 25 de Abril


Motivos imponderosos de última hora impedem-nos de revelar, já hoje, quem foram os vencedores do concurso "25 de Abril". As nossas desculpas por isso.

Assim, durante o dia de amanhã serão, finalmente, anunciados aqui no blog os vencedores das 5 viagens a Bruxelas para conhecer o Parlamento Europeu.

Quarta-feira, Março 22, 2006

Dominique Villepin


No marasmo social que tem vindo a assolar a política Ocidental (principalmente a Europeia) nos últimos anos, a França volta a estar na boca do mundo e volta a dar importância a luta social e política. Quando a Europa se congratula da implantação da democracia e da pluralidade de ideais, surge uma séria ameaça à liberdade e à discussão social, encabeçada pelo 1º Ministro Francês Dominique Villepin. Este contra todos cria no seu gabinete e com o seu staff (deixando de parte o seu governo) a legislação do Contrato de Primeiro Emprego, esquecendo totalmente o diálogo com os seus intervenientes.
A questão essencial é, claramente, o indício de totalitarismo político evidenciado por Villepin, e não o CPE em si, apesar das variadíssimas falhas do mesmo. O staff do 1º Ministro Francês criou uma legislação com base em números e em gráficos, esquecendo a análise da situação na realidade, esquecendo a sua aplicação prática, esquecendo as pessoas. Este governo de maioria de direita, passou então ao lado da discussão em praça pública, de algo que afecta os jovens e os coloca numa situação de insegurança e precariedade de emprego, agravando a sua já difícil situação.
Esta visão estritamente técnica da sociedade e a aplicação à “força” de políticas e leis, é um erro que já foi previsto várias vezes por filósofos economistas e sociólogos ao longo dos últimos séculos, tendo como resultado a ruptura da sociedade que não colocasse nas suas políticas as pessoas como principal vector, e parte integrante da criação das mesmas. È estranho num país tão evoluído socialmente, que o seu governante cometa o erro de abdicar da negociação e da discussão social.
Era tão óbvio o rebentar das águas e o renascimento da força estudantil, que parecia cair numa falta de credibilidade social preocupante, e isso Villepin sem querer fez bem. Este fim-de-semana parecia de novo que os jovens são o pêndulo da sociedade, vemos neles de novo uma força organizada e distanciamo-los dos grupos extremistas que teimam em tentar se associar a outras lutas tirando lhes por vezes o crédito merecido.
Villepin e o seu CPE pode vir a ser esquecido (que parece ser o que ele pretende) ou pode ser lembrado para sempre, depende tudo da utilização que os media lhe quiser dar, mas seja como for fica a nota para todos os governos e Democracias do Mundo. O poder democrático só é totalitarista nas pessoas, elas são o reflexo que um governo vê no espelho. Os jovens esses são normalmente apagados desse reflexo, e desta vez já racharam o espelho, e se o espelho partir são eles que o vão substituir.

Socialista


Sou dos valores
Sou da dor, sou da paz
Sou pouco dos professores
E muito do que a vida me faz
Sou sede de justiça
Sou igualdade social
Sou quem parte da premissa
Que se erro, não é por mal
Sou quem te olha nos olhos
Sou um dos que te dá a mão
Sou um abraço de sonhos
De lutas por convicção
Sou da rosa o vermelho
Sou quem teima em virar a esquerda
Sou jovem e sou velho
Mas em nenhum quero ser perda
Estou cá enquanto exista
Sou moderado e não extremista
Ainda queres mais alguma pista
Sou com orgulho....SOCIALISTA!

(enviado por e-mail pelo camarada David Silva)

Terça-feira, Março 21, 2006

Dia Mundial da Poesia



É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

Eugénio de Andrade

Começou a Primavera!

Segunda-feira, Março 20, 2006

Maternidades

Autarcas e utentes vs. Governo, Ordem dos Médicos e OMS

Foi esta semana apresentado um estudo da Comissão de Saúde Materna e Neonatal a comprovar a necessidade de encerramento das maternidades de Barcelos, Santo Tirso, Oliveira de Azeméis e Elvas até 30 de Junho.


Recorde-se que a intenção de reorganizar a rede de maternidades do País vem no seguimento de directivas da Organização Mundial de Saúde, que definem um mínimo de 1500 partos por ano como forma de garantir a qualidade e segurança dos cuidados prestados às grávidas. É do conhecimento geral que estas unidades com poucos atendimentos não dispõem de meios humanos (médicos e enfermeiros especializados) e técnicos, nem da experiência necessária. Esta questão já é antiga e já tinha sido ensaiada pelo anterior Governo. Contudo, esbarrou sempre na oposição dos autarcas e dos utentes.

Segundo Luís Graça (em entrevista à Visão de 9 de Março de 2006), presidente do Colégio da Especialidade de Ginecologia/Obstetrícia “em 2004, justamente nas maternidades pequenas que tinham proposto encerrar, ocorreram cerca de uma dezena e meia de casos de bebés mortos, quando as gestações tinham sido normais”.

O número de partos é apenas um dos elementos que serão tidos em conta para o eventual encerramento de maternidades. O Ministério da Saúde garante mesmo que nenhuma unidade será fechada sem que haja alternativas para a população, como a existência de acesso e transportes para as maternidades mais próximas.

Aos utentes cabe perceber que estes encerramentos serão levados a cabo para o melhor interesse dos recém-nascidos e das próprias mães que passam a poder usufruir de maternidades com cuidados diferenciados e com todo o equipamento técnico e humano necessários.

Sábado, Março 18, 2006

Queremos levar-te a Bruxelas!


A Concelhia de Coimbra quer levar-te a Bruxelas para conheceres o Parlamento Europeu.
Subordinado ao tema "25 de Abril", queremos desafiar a tua criatividade e originalidade numa prova de expressão livre: prosa, pintura, poesia, fotografia, etc. A escolha é tua!

Envia-nos a tua obra até 22 de Março para:
Secretariado da Concelhia de Coimbra da Js
Rua Oliveira Matos, n.º 21
3000-305 Coimbra

Os membros do Secretariado irão apreciar as obras recebidas e divulgarão o nome dos 5 vencedores no dia 25 de Março aqui no blog! Os premiados terão direito a uma viagem a Bruxelas com tudo pago!

Agora é contigo!...


Mais informações pelo 917 079 303

Sexta-feira, Março 17, 2006

Parabéns... por cumprir a lei!


A César o que é de César!... Depois de muito se falar e prometer, finalmente a acção! Não que seja uma proeza política, mas é de louvar. Em plena campanha autárquica Carlos Encarnação afirmou que a solução para o caso Jardins do Mondego era só uma: demolir os pisos que estavam a mais!
O tempo foi passando e... nada! Obra embargada, discussão na boca do povo, mas o oitavo piso continuava lá. Porém, durante esta semana, as obras de demolição finalmente começaram! Por isso, e só por isso, parabéns Sr. Presidente... por cumprir a lei!
Não nos esqueçamos, contudo, que a missa ainda vai a metade! De facto, o problema dos Jardins do Mondego não era, infelizmente, apenas o oitavo piso a mais. Dois prédios do complexo foram construídos em cima de uma zona destinada, por PDM, a espaço verde. Espera-se a mesma mão firme por parte da CMC, e que o chão seja o destino dessas duas torres! A corência e a tal lei assim o exigem...

Quarta-feira, Março 15, 2006

Ser-se de esquerda é... (por Sílvio Berlusconi)

O insólito poderia ter acontecido, este fim de semana, na televisão pública italiana (RAI). Tratando-se, porém, do magnata e, também, Primeiro-Ministro Italiano, só o mais incauto e desatento o poderia assim considerar.

Desta feita, Sílvio Berlusconi deixou “plantada” a jornalista da RAI que o entrevistava no decurso da gravação de um programa. O motivo? A jornalista não o deixava responder ao que ele queria que lhe fosse perguntado. Alegando a sua diminuta aparição pública no pequeno-ecrã, o Primeiro-Ministro insistiu para que a entrevista fosse conduzida para a apresentação do seu programa eleitoral. Visivelmente incomodado com questões que o confrontaram com a recente demissão do seu Ministro da Saúde por alegada implicação num caso de espionagem política, ou das relações menos claras entre o Governo que lidera e a cadeia privada de televisão de que é proprietário, Berlusconi cumpriu a ameaça que fizera minutos antes e abandonou os estúdios, numa atitude de pura e reconhecida arrogância e autoritarismo.

Não se pense, contudo, que de inspirado episódio não se tenha podido aprender algo. Para quem ainda tem dúvidas sobre aquilo que diferencia a esquerda da direita, Berlusconi esclarece: a jornalista que o entrevistava «devia ter vergonha» pela forma como estava a conduzir o encontro e, mais tarde, elucidou: «… a senhora ilustrou bem como se comporta uma pessoa de esquerda».

Ao pedagogo Berlusconi, o nosso muito obrigado pela aclaração…

Terça-feira, Março 14, 2006

Que tristeza!


Nesta Cidade ninguém percebe muito bem onde começa a Câmara Municipal de Coimbra e termina a TBZ. Como e onde é que esta última se funde com a Académica. Ou o que tem o Grupo Amorim a ver com isto tudo. Vemos com tristeza que Coimbra se associou aos piores exemplos. Política, futebol, empresários – todos no mesmo saco. Não sabemos se com interesse coincidentes. Mas desconfiamos que ao Grupo Amorim interesse pouco o interesse público e que à TBZ falte motivação para servir os cidadãos. Desconfiamos mais ainda que os responsáveis políticos da Câmara Municipal de Coimbra tenham em mente os dividendos de alguma “participação social”. De certeza que não têm. Mas já vimos este filme em algum lado. E lamentamos que Coimbra, com a sua responsabilidade histórica, cultural e política, esteja a perder massa crítica e desembaraço, deixando que os piores exemplos nos olhem como seus semelhantes.

Quinta-feira, Março 09, 2006

Obrigado pá!


Hoje é o último dia do Nosso Presidente. Há quem lhe desdenhe o tom e o modo. Num tempo em que a reflexão é tomada por diletantismo, não se estranha, pois, alguma desconfiança perante um homem que ponderou, a cada passo, as suas posições. Dedicando uma atenção de filigrana ao interesse dos portugueses e à ordem constitucional, conquistou, com tranquilidade, o respeito e a admiração de uma esmagadora maioria.

A sociedade coetânea, é um espaço de fragmento e de (i)mediatismo. Premeia o alarde. Entretém-se e entretém com a vulgaridade e com o artifício. Muito joio. Pouco trigo. É o reino da “fartura” e da “montanha russa”. Talvez por isso os portugueses não tenham sempre percebido o alcance dos alertas de Sampaio e a importância dos desafios que lançou. Mas o futuro reserva novos alertas e desafios que farão dos de Sampaio, memoráveis como nunca…

Mas, caro Jorge:

Chegou ao fim a tua cruzada presidencial (deixa-nos tratar-te por “tu” pois, na verdade, conhecemos-te há mais de dez anos e desde pequeninos…). Ouvimos dizer que tens vontade de ir ao cinema e que já avisaste a Maria José. Pois, queremos dizer-te, antes de mergulhares na escuridão “Lusomundo” – e esperando que voltes depressa! – que o teu exemplo nos inspira e que por ele nos orgulhamos de ser portugueses. Por ele nos orgulhamos – e muito – de ser Socialistas.


Obrigado por tudo pá!

Quarta-feira, Março 08, 2006

Dia Internacional da Mulher


A Concelhia de Coimbra da Js felicita todas as mulheres neste dia especial!

Terça-feira, Março 07, 2006

A montanha pariu um rato


Num ano cinematográfico marcado indelevelmente pela agenda fracturante e sociopolítica dos principais filmes concorrentes aos Óscares não deixamos de notar, com algum desalento, a indulgência satírica do anfitrião da noite das estatuetas douradas, Jon Stewart. George W. Bush, o furacão Katrina ou a guerra do Iraque foram [inexplicavelmente?] esquecidos pelo humorista do Daily Show. Em toda a noite, só George Clooney se atreveu a avivar um pouco o cinzentismo da cerimónia, enfatizando a legação de Hollywood enquanto precursora das causas que se tornaram ecuménicas.

Mas se a política foi, conscientemente ou não, apartada dos discursos da noite, na realidade esteve presente nos filmes a concurso como há muito tempo não se via. Brokeback Mountain e a homossexualidade, Crash e as tensões de natureza étnica ou Munique e o conflito israelo-palestiniano [e até o diferendo entre o governo de Israel e a Academia a respeito do filme palestiniano Paradise Now] pautaram o ritmo sociopolítico dos Óscares de 2006. Brokeback Mountain, o filme de Ang Lee, apontado como o grande favorito, perdeu o Óscar de Melhor Filme para Crash de Paul Haggis. Preferindo os motins de âmago étnico ao amor homossexual de dois jovens cowboys, a salomónica Academia não premiou de igual forma os dois temas que balizam actualmente muitas das agendas políticas actuais. Contudo, e embora de forma envergonhada, mostrou que o mundo de glamour que é Hollywood pode contribuir de forma assertiva para a formação cívica e moral da nossa sociedade.

Segunda-feira, Março 06, 2006

A Jota nos jornais!

clica nas imagens para leres as notícias

Domingo, Março 05, 2006

O ambiente ganhou!


A propósito da co-incineração dos RIP e da retoma do processo, anunciada pelo Ministro do Ambiente, nas cimenteiras de Outão e Souselas, a JS Coimbra, obviamente, não poderia deixar de tomar uma posição que fosse além da tão mediana discussão que por aí se vê e intervir num assunto quem tem tanto de conimbricense como de polémico. Não reflectimos o problema de mãos a abanar nem queremos lucrar com dividendos de proveito político. Sabemos que os RIP têm de ter um destino e que os largos milhões de euros gastos para se incinerar apenas metade da sua produção noutro país, são um claro e evidente desperdício em tempos de crise. Depositar o restante em lixeiras e lagoas a céu aberto é um crime ambiental.

O PSD do Dr. Cavaco Silva previa a construção de uma incineradora dedicada exclusivamente aos RIP, na zona industrial de Estarreja, solução que foi abandonada, e bem, durante o governo de António Guterres. Para quê criar e ter que controlar mais uma unidade industrial quando existiam e existem locais em que se pode fazer o mesmo sem ter prejuízo ambiental e a custos muito menos gravosos?

Os CIRVER de que o Dr. Encarnação tão astuciosamente falava, afinal não são uma solução definitiva como dizia, são úteis para eliminar e reaproveitar cerca de 80% da produção nacional, mas é necessário recorrer à co-incineração para os restantes 20%.

Por outro lado, em abono da verdade, convém desmontar a já propalada negociata das cimenteiras. Se se analisar o volume de negócios anual da CIMPOR de 2005 (1.500 milhões de euros), as receitas provenientes da queima dos RIP da zona centro e norte (cerca de 70mil toneladas), admitindo um gate fee absurdo de 70 euros à entrada, corresponderia a um aumento do volume de negócios de cerca de 0,3%. Perante estes valores não é preciso ser um grande génio para perceber que os RIP são um mero peanut para as cimenteiras.

A população de Souselas está tão debilitada a nível de saúde como qualquer outra que viva a bordo de uma cimenteira que ainda por cima só nos tempos do então ministro do ambiente Eng. Sócrates (detentor da confiança de cerca de 60% da população de Souselas nas legislativas) é que se procedeu à aplicação de filtros de manga. Mas curiosamente quando nos anos 70 a cimenteira estava para ser construída em Condeixa, Coimbra bateu o pé e exigiu que fosse construída às suas portas.

A co-incineração é feita em mais de 60 cimenteiras activas só na Europa e em países mais desenvolvidos que Portugal e não vai contra a Directiva 2000/76/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 4 de Dezembro de 2000, relativa à incineração de resíduos. Estiveram presentes na sessão com o Ministro do Ambiente um responsável Suíço e um Catalão facto a que a comunicação social não deu o devido destaque. As intervenções foram no sentido de considerarem que nos seus próprios países a solução co-incineração não oferece nenhuma dúvida, nomeadamente na Suíça onde existem 11 unidades a laborar. Porquê estar a mais um passo de distância da cauda da Europa e não aprender com países mais desenvolvidos? Certamente não será com a ajuda dos politiqueiros de café que insistem em tirar aproveitamento político de questões como esta que se irá longe.

Estamos profundamente convictos que doravante o Ambiente ganhou! Pois lixeiras e lagoas de Resíduos Industriais Perigosos, a céu aberto, como em Sines, deixarão de existir em Portugal!

Sexta-feira, Março 03, 2006

Co-incineração em Coimbra


"A co-incineração de resíduos industriais perigosos vai ser realizada nas cimenteiras de Souselas e de Outão, na Arrábida, e estará a funcionar em pleno dentro de um ano, anunciou hoje o ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, durante a apresentação do relatório da Comissão Científica Independente, no Porto.

De acordo com o ministro, vai ser co-incinerada apenas uma fracção de dez a 20 por cento dos resíduos industriais, ou seja, aqueles que não poderão ser recuperados ou valorizados pelos CIRVER (Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Industriais Perigosos).

Caberá aos dois CIRVER - em fase de avaliação de impacte ambiental e previstos para a Chamusca - fazer a triagem dos resíduos a co-incinerar.

Nunes Correia revelou que os testes deverão começar dentro de três a seis meses, que até ao final do ano estará a ser co-incinerada a fracção de resíduos com um licenciamento mais expedito e que dentro de um ano a co-incineração estará a funcionar "em regime de cruzeiro".

"Este calendário coincide com o horizonte temporal para o funcionamento dos CIRVER", previsto para a Primavera de 2007, lembrou o ministro.


Baseando a política governamental para os resíduos industriais perigosos (RIP) nos dois CIRVER e na co-incineração, Nunes Correia considerou "absolutamente imperioso resolver o problema dos RIP em Portugal"."A co-incineração é hoje uma prática corrente, consagrada na Convenção de Basileia, alvo de directivas europeias e transposta para direito nacional. É uma prática realizada em cerca de 60 cimenteiras na Europa dos 15", declarou o ministro.Num discurso que também pretendeu ser tranquilizador, Nunes Correia garantiu que as "técnicas de hoje são absolutamente seguras" e que será realizado "um controlo transparente" do processo.

O ministro anunciou esta tarde no Porto os resultados da actualização do relatório de 2000 sobre queima de RIP, integrando novas tecnologias e a articulação com os CIRVER.

Em Portugal são produzidos todos os anos 250 mil toneladas de RIP.
" aqui
in Jornal Público, 03/03/2006

Quinta-feira, Março 02, 2006

Dia 7 há Metro!


"A solução do Governo para o Metro Mondego é apresentada no próximo dia 7 em Coimbra. O projecto satisfaz os interesses das populações da Lousã e de Serpins.Como apurou o DIÁRIO AS BEIRAS, o Governo vai avançar com um plano integrado de transportes para a região (Figueira da Foz, Cantanhede e Mealhada estão incluídas no projecto do executivo de José Sócrates) que contempla, numa primeira fase, a concretização do Metro Ligeiro em Coimbra e a modernização do ramal da Lousã. A RECER irá efectuar a alteração da linha, para a bitola europeia, ficando a CP encarregue de alterar o material circulante. A apresentação do projecto está marcada para o próximo dia 7, em Coimbra, pelo ministro dos Obras Públicas, Transportes e Telecomunicações, Mário Lino, praticamente uma semana antes da Assembleia-Geral da Metro Mondego, que está agendada para 15 de Março." aqui
in AS BEIRAS, 02/03/2006

O resto da história adivinha-se. Carlos Encarnação, que nunca conseguiu assumir uma verdadeira posição de liderança na resolução deste problema, não tardará a aparecer numa página central a cores de um qualquer jornal local dizendo aos conimbricenses como conseguiu resolver o problema do Metro. Agora que tudo, aparentemente, se resolveu por acção directa do Governo de José Sócrates, Carlos Encarnação não tardará a surgir de dedo no ar, chamando a si a solução que nunca conseguiu arranjar.

Bem se sabe que muito do projecto não passa directamente pelos poderes da Câmara, mas uma maior posição de liderança e reinvidicativa era o mínimo que se exigia ao Presidente da CMC. Tanto no Governo de Durão Barroso (e Santana Lopes) como no de José Sócrates. Muito pouco para Carlos Encarnação...