Núcleo de Estudantes Socialistas da Universidade de Coimbra (NESUC) ao lado do Governo nas medidas tomadas para a Acção Social no Ensino Superior
No debate quinzenal da Assembleia da República, José Sócrates reflectiu e decidiu agir sobre os apoios aos estudante do ensino superior. Neste âmbito, o Governo do PS colocou em evidência os dados optimistas de frequência do Ensino Superior e formalizou a apresentação de propostas de apoio efectivo aos estudantes ao nível da Acção Social.
Assim, é de denotar o maior aumento da década na taxa de ingresso no Ensino Superior, conseguindo o nosso país alcançar 115 mil novos estudantes, bem como melhorar os valores ao nível dos doutoramentos (1500 novos doutoramentos) e da qualificação do corpo docente (65% são doutores e há duas vezes mais investigadores).
O reforço orçamental na área da Acção Social era já uma realidade nos 4 anos de governação PS, com os 21% de aumento para esta parcela fundamental do ensino Superior. Porém, o Primeiro Ministro, consciente das dificuldades implicadas por esta profunda crise mundial, veio reforçar as medidas já existentes com a apresentação de propostas de aumento de 10% das bolsas para todos os estudantes, sendo que, no que aos estudantes deslocados concerne, o aumento fixa-se nos 15%, podendo a sua bolsa alcançar, ainda, os 700€.
A manutenção dos preços da alimentação e alojamento social foi também ressalvada, uma vez que se trata de uma importante medida de manutenção das condições de vida dos estudantes. Ainda, a meio do debate foi também garantido, por parte do governo, que os pagamentos de bolsas não se encontram em atraso, e, caso existam, serão pagos imediatamente.
Foi com alguma surpresa - sabendo nós da profunda crise que assola o Mundo e das dificuldades económicas e orçamentais que esta comporta- que o governo reafirmou mais propostas de apoio ao Ensino Superior, revelando a importância deste para o verdadeiro virar de página que o País e o Mundo necessitam com premência.
Desta forma, e indo ao encontro de medidas há muito pensadas pela JS, Sócrates redefiniu o aumento da idade de beneficio do Passe escolar, passando este para os 23 anos, medida com consequência directa no bolso dos estudantes e dinamizadora do usufruto dos transportes públicos, reforçando as condições de vida dos alunos e do real funcionamento das cidades. É nesta linha de orientação estratégica que se pode inserir outra das propostas do Governo, que se centra na criação de um Programa de apoio e cooperação com as Autarquias, tendo em vista o aumento de vagas em alojamento social para os estudantes com o investimento na renovação de habitação de zonas históricas, com o duplo carácter de rejuvenescimento desses locais e óbvio apoio à habitação social.
Por fim, mas não menos importante, a aposta na mobilidade internacional com uma medida que nos coloca no bom caminho para o tão desejado aumento exponencial do número de aderentes ao programa ERASMUS: o aumento de 50% das bolsas para estudantes incluídos neste programa, assegurando, ainda, a manutenção da bolsa social nacional de quem for beneficiário desta.
As medidas são, portanto, realistas e encorajadoras para os estudantes do Ensino Superior. Contudo, é importante referir que as mais-valias são dos estudantes e não de partidarismos circunstanciais e populistas de direita, que hoje, com a hipótese de discutirem Ensino Superior, preferiram discutir cargos e demissões (que já haviam sido renomeados) ou investimentos de empresas nos media televisivos. A estes “aparelhistas” partidários deve ter sido sol de pouca dura as suas passagens e preocupações pelo associativismo estudantil. Quanto à esquerda, mais do mesmo, um seguidismo insustentável da ideia de ensino superior gratuito, sabendo da pequena fatia que tem as propinas no bolo do financiamento do Ensino Superior, e esquecendo os mil milhões que o estado investe nesta área, e convocando a ideia de que o dinheiro nasce do chão e que se pode investir, nas empresas, na saúde, na educação, na agricultura, etc... com todo o dinheiro do mundo e de todas as formas possíveis...Queremos sempre mais, mas a gula da oposição não seria uma mera diabete orçamental e sim uma morte certa do Estado Social e de Direito que pretendemos.
Se não houve quem quisesse admitir a qualidade e importância destas medidas,NÒS QUEREMOS! E assim, num espirito simples e irreverente, hoje podemos dizer ao governo e a José Sócrates que, no quadro económico em que estamos, o esforço e o investimento assegurado é...fixe... é bué da fixe.





