"Maior flexibilização para criar mais emprego!"

Paulo Pedroso defendeu ontem uma maior flexibilização nas leis do trabalho para a criação de mais emprego, mas com mais protecção das pessoas em risco.
"Não tenhamos ilusões, vai ser preciso introduzir medidas de flexibilização no trabalho. Costumo dizer que defendo a flexisegurança - que é flexibilizar e ao mesmo tempo reforçar a segurança no trabalho, introduzindo mecanismo de protecção", afirmou o antigo ministro, em Coimbra.
Paulo Pedroso falava ontem à tarde numa palestra sobre "políticas activas de emprego para jovens", promovida pela Concelhia de Coimbra da JS.
Segundo o antigo governante dos executivos de António Guterres, Portugal é um dos países europeus com mais rigidez legislativa ao nível do trabalho, considerando que "a rigidez em despedimentos não é sustentável a médio prazo".
Questionado sobre o Código do Primeiro Emprego (CPE) de França, entretanto revogado, Paulo Pedroso afirmou que o documento foi "abatido por implicar a perda de autonomia dos jovens", em matérias que em Portugal "não se verifica".
"O problema do CPE em França foi a banca não emprestar dinheiro aos jovens abrangidos por este código para comprar casa ou carro", referiu, acrescentando que em Portugal o jovem está desde sempre habituado a pedir empréstimos tendo fiadores.
A baixa escolaridade dos jovens foi um dos problemas abordados por Paulo Pedroso na palestra.
"Na União Europeia, 75 por cento dos jovens entre os 20 e os 24 anos concluem o ensino secundário, enquanto em Portugal a média é de 45 por cento", contrapôs, defendendo melhores oportunidades de sucesso educativo "para mais gente".
O socialista afirmou que não é "aceitável que Portugal tenha esta taxa de conclusão no ensino secundário" e exortou à mobilização do país para se atingir uma taxa de 80 por cento na conclusão do ensino secundário e 100 por cento no ensino básico.
Paulo Pedroso considerou ainda paradoxal que Portugal seja "o país europeu em que os jovens entram mais cedo no mercado de trabalho" e, por outro lado, seja aquele onde os jovens até aos 18 anos estão "menos socializados com a vida profissional".














