Domingo, Abril 30, 2006

"Maior flexibilização para criar mais emprego!"


Paulo Pedroso defendeu ontem uma maior flexibilização nas leis do trabalho para a criação de mais emprego, mas com mais protecção das pessoas em risco.

"Não tenhamos ilusões, vai ser preciso introduzir medidas de flexibilização no trabalho. Costumo dizer que defendo a flexisegurança - que é flexibilizar e ao mesmo tempo reforçar a segurança no trabalho, introduzindo mecanismo de protecção", afirmou o antigo ministro, em Coimbra.
Paulo Pedroso falava ontem à tarde numa palestra sobre "políticas activas de emprego para jovens", promovida pela Concelhia de Coimbra da JS.
Segundo o antigo governante dos executivos de António Guterres, Portugal é um dos países europeus com mais rigidez legislativa ao nível do trabalho, considerando que "a rigidez em despedimentos não é sustentável a médio prazo".
Questionado sobre o Código do Primeiro Emprego (CPE) de França, entretanto revogado, Paulo Pedroso afirmou que o documento foi "abatido por implicar a perda de autonomia dos jovens", em matérias que em Portugal "não se verifica".
"O problema do CPE em França foi a banca não emprestar dinheiro aos jovens abrangidos por este código para comprar casa ou carro", referiu, acrescentando que em Portugal o jovem está desde sempre habituado a pedir empréstimos tendo fiadores.
A baixa escolaridade dos jovens foi um dos problemas abordados por Paulo Pedroso na palestra.
"Na União Europeia, 75 por cento dos jovens entre os 20 e os 24 anos concluem o ensino secundário, enquanto em Portugal a média é de 45 por cento", contrapôs, defendendo melhores oportunidades de sucesso educativo "para mais gente".
O socialista afirmou que não é "aceitável que Portugal tenha esta taxa de conclusão no ensino secundário" e exortou à mobilização do país para se atingir uma taxa de 80 por cento na conclusão do ensino secundário e 100 por cento no ensino básico.
Paulo Pedroso considerou ainda paradoxal que Portugal seja "o país europeu em que os jovens entram mais cedo no mercado de trabalho" e, por outro lado, seja aquele onde os jovens até aos 18 anos estão "menos socializados com a vida profissional".

Sexta-feira, Abril 28, 2006

Palestra sobre Políticas Activas de Emprego Jovem



Amanhã, sábado 29 de Abril, pelas 17 horas nas Galerias Santa Clara a Concelhia de Coimbra da Juventude Socialista promove uma palestra sobre Políticas Activas de Emprego Jovem.

Como orador convidado estará presente o Dr. Paulo Pedroso, ex-Ministro do Trabalho e com uma longa carreira académica de investigação nesta área, estando actualmente a colaborar com o Governo Romeno no processo de convergência para adesão à União Europeia.

Aparece e participa!

Quarta-feira, Abril 26, 2006

O 25 de Abril e os 30 anos da Constituição


A Concelhia de Coimbra da JS promoveu no passado dia 25 de Abril um debate subordinado ao tema “25 de Abril e os 30 anos da Constituição”, que contou com a presença do Dr. Luís Marinho, do Dr. Daniel Andrade, do Professor Manuel Lopes Porto e da Dra. Maria Rana, e que numa sala cheia jovens percorreu questões como a Constituição Europeia, a Liberdade de Imprensa, o Modelo Social Europeu e a actualidade dos diversos desígnios jurídico-políticos que a Constituição de 1976 traçou.

Entendeu a JS/Concelhia de Coimbra celebrar o 25 de Abril, dando destaque à circunstância de se assinalarem 30 anos sobre a aprovação da Constituição da República Portuguesa – corolário normativo da Revolução dos Cravos – explorando as suas virtudes e colocando em cima da mesa a discussão acerca das fragilidades que lhe são apontadas por alguns sectores da Sociedade Portuguesa.

A este respeito, a Concelhia de Coimbra reitera a ideia – já plasmada no livro “Coimbra, o Caminho que Escolhemos”, publicado pelos Jovens Socialistas de Coimbra por ocasião das últimas eleições autárquicas – de que a Constituição de 1976 se mantém actual, ambiciosa, pertinente e referencial e que não constitui entrave ao desenvolvimento do País.

É também entendimento da Concelhia de Coimbra da JS que muitos dos Direitos, Liberdades e Garantias consignados na Constituição carecem ainda de aprofundamento e concretização na Sociedade, desde logo os que se prendem com a Livre Participação Política e em particular com as questões de Igualdade de Género.

Segunda-feira, Abril 24, 2006

25 de Abril e os 30 anos da Constituição!


25 de Abril e os 30 anos da Constituição! Este é o tema que estará amanhã (terça-feira) em debate às 21h30m nas Galerias Santa Clara, junto ao Portugal dos Pequenitos.
Organizado pela Concelhia de Coimbra da Juventude Socialista, o debate contará com a presença de:

- Dr. António Arnaut (fundador do Partido Socialista)
- Dr. Luís Marinho (ex Eurodeputado do Partido Socialista)
- Dr. Daniel Andrade (Presidente do Conselho Distrital da Ordem dos Advogados)
- Dr. Manuel Lopes Porto (ex Eurodeputado do Partido Social-Democrata e Presidente da Assembleia Municipal de Coimbra)
- Dr. Sílvio Cervan (membro da Comissão Executiva Nacional do Partido Popular e Presidente da Assembleia Municipal de Vila Nova de Gaia)

Aparece!

Sábado, Abril 22, 2006

Lei da paridade!


Na sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Coimbra que decorreu ontem, 21 de Abril, no Salão Nobre da Câmara Municipal, a Deputada da coligação "Todos por Coimbra" Maria Rana aprsentou uma Moção a condenar a recente Lei da Paridade aprovada na Assembleia da República, dizendo sentir-se humilhada com tal medida.

A jovem deputada do Partido Socialista Carla Violante pediu então a palavra:

"A Sra deputada Maria Rana disse, que não só que se sentia humilhada por esta medida de discriminação positiva, como tinha a certeza que qualquer mulher se sentiria.
Pois eu, como mulher, tenho a dizer que não me sinto minimamente humilhada por esta medida.

Eu sinto-me humilhada é por viver num país onde este tipo de medidas ainda são necessárias.
Eu sinto-me humilhada é por viver num país em que as mulheres continuam a ser discriminadas no acesso aos cargos de poder.
Eu sinto-me humilhada é por viver num país onde as mulheres continuam a trabalhar em média mais 2 horas por dia do que os homens.
Eu sinto-me humilhada é por viver num país em que as mulheres continuam a sofrer desigualdade salarial, recebendo menos nos mesmos postos de trabalho do que os homens.
Eu sinto-me humilhada é por viver num país em que as mulheres continuam a não ocupar cargos de chefia, quer no sector privado quer na administração pública central.
Eu sinto-me humilhada é por viver num país em que as mulheres continuam a ter de preencher questionários, em entrevistas de emprego, atentatórios à sua dignidade, em que lhes é perguntado não só se estão grávidas, mas qaundo pensam estar, se têm namorado, noivo, etc.
Eu sinto-me humilhada é por viver num país em que as mulheres são preteridas para empregos em que os admitidos são homens, menos qualificados, mas homens.
Eu sinto-me humilhada é por viver num país em que há mulheres, a trabalhar em fábricas, em que o seu picar o ponto é terem de tomar a pílula no gabinete do patrão todos os dias de manhã.
Eu sinto-me humilhada é por viver num país em que a violência doméstica é a primeira causa de morte entre as mulheres entre os 19 e 44 anos.
Eu sinto-me humilhada é por viver num país em que não vi durante muito tempo vontade nem medidas políticas para intervir nestas matérias.

A Igualdade de Oportunidades entre homens e mulheres, bem como a participação política das mulheres, são questões que devem dizer respeito a todos. São, por tudo o que acabei de dizer e muito mais, questões políticas mas também de cidadania e acima de tudo de direitos humanos.
Os países que gostamos de citar como exemplos de democracias e sociedades de excelência, como os nórdicos e nomeadamente a Filândia, há muito que seguiram o caminho da discriminação positiva, das quotas, com resultados inequivocos e duradouros.
É fácil e até politicamente correcto dizermo-nos contra as quotas. Mas o que devemos então fazer para que estes problemas sejam resolvidos, para que as mulheres estejam e se sintam representadas nos centros de decisão? Ter fé? Esperar?
Os diferentes papéis sociais desempenhados na nossa sociedade por mulheres e homens não são mais do que a dimensão comportamental e funcional dos esteriótipos tão profundamente enraizados nesta mesma sociedade. E isso não mudou até agora.

Esperámos 30 anos. 30 anos de democracia em que esperámos passivamnete que as coisas mudassem por si. Estamos dispostos a esperar mais 30? Sem actuar? Apenas com fé de que um dia as coisas mudem naturalmente?"

Fazemos nossas as tuas palavras Carla!

Quinta-feira, Abril 20, 2006

Segurança Social - 1 vs. Evasão Fiscal - 0


O Plano de Combate à Evasão Fiscal lançado pelo executivo do Eng. José Sócrates, que aposta numa mais clara e eficaz fiscalização da actividade fiscal dos contribuintes, continua a dar os seus frutos. Superando as já altas expectativas assumidas nos Plano, as contribuições para a Segurança Social não param de aumentar.

Em Março, relativamente ao mesmo mês do ano anterior, subiram 8,04% e o acumulado do primeiro trimestre de 2006, em relação ao mesmo período do ano passado, cresceu 6,82%. São mais 177 milhões de euros.

Segundo Pedro Marques, secretário de Estado da Segurança Social "começa a haver um sentimento de que pagar à Segurança Social é uma obrigação".

Esta é mais uma mostra de que o País está no caminho certo e que, apesar do período de aparente estagnação económica que ainda atravessamos, o futuro é de prosperidade para todos.

Quarta-feira, Abril 19, 2006

Parabéns Partido Socialista!


(primeiro símbolo utilizado pelo PS - 1973)

No dia 19 de Abril de 1973, na cidade alemã de Bad Munstereifel, militantes da Acção Socialista Portuguesa idos de Portugal e de diversos núcleos no estrangeiro, reunidos em Congresso, aprovam, por 20 votos a favor e 7 contra, a transformação da ASP em Partido Socialista. Finda a votação, todos os congressistas aplaudiram de pé a deliberação. Eram 18 horas, nascia o PARTIDO SOCIALISTA.

(acta de fundação do Partido Socialista)

clica aqui para a poderes ler

Idade dos porquês!...


Oh Mãe...

... porque é que o Urso do Parque Verde ainda não foi reposto?

... porque é que o problema das esplanadas do Parque Verde ainda não foi resolvido?

... porque é que a Praça da República se transformou num recinto de feiras, ao mais puro estilo bacoco?

... porque é que a iluminação de Natal ainda não foi retirada?

... porque é que o Coimbra Inovação Parque tresanda a demagogia?

... porque é que tanto amor e interesse pela Cidade de Coimbra despareceu em 6 meses?

... e porque é que os nossos implacáveis jornais locais não falam disto?

Terça-feira, Abril 18, 2006

A Taça é nossa!

(o momento de entrega da Taça à Concelhia de Coimbra)

No fim-de-semana passado decorreu em Pedrógão Grande o I Torneio Primavera de Futsal Inter-Concelhias da Js.
Como não poderia deixar de ser a Concelhia de Coimbra marcou presença com a sua própria equipa. Todo o Torneio decorreu em ambiente de grande festa e camaradagem, mas com o saudável espíito competitivo bem aceso.
A Concelhia de Coimbra acabou por vencer o Torneio, batendo na final a "equipa da casa" por 9-0.
Na entrega do Prémio deste Torneio esteve presente Diogo Coelho, Coordenador da JS de Pedrógão Grande. O pódio foi liderado pela nossa equipa, tendo as equipas de Pedrógão Grande, Leiria e Pombal arrebatado os 2º, 3º e 4º lugares, respectivamente.

Segunda-feira, Abril 17, 2006

Parabéns João!

Sr. Presidente da Câmara Municipal de Coimbra: para quando a justa e devida homenagem a este atleta da cidade?

Sexta-feira, Abril 14, 2006

I Encontro da ONESES

O I Encontro da Organização Nacional de Estudantes Socialistas do Ensino Superior, realizar-se-á nos dias 22 e 23 de Abril na Covilhã. Para poderes participar inscreve-te já em: oneses@juventudesocialista.org.

Mais informações em www.juventudesocialista.org

Quarta-feira, Abril 12, 2006

XV Congresso Nacional da JS



Caros camaradas, aproveitamos o post de hoje para divulgar o calendário relativo ao XV Congresso Nacional:

15 de Janeiro de 2006 Limite Capacidade Eleitoral Passiva (artigo 13º, n.º 2)

7 de Março de 2006 Limite para pedidos de transferência de Concelhia (artigo 12º, n.º 3)

7 de Março de 2006 Limite para criação de concelhias (artigo 12º, n.º 5)

16 de Março de 2006 Limite Capacidade Eleitoral Activa (artigo 13º, n.º1)

19 de Março de 2006 Limite para pedidos de cadernos eleitorais (artigo 33º, n.º2)

2 de Maio de 2006 Limite de entrega de candidaturas para a Organização do Congresso Nacional

12 de Maio de 2006 Limite para envio às concelhias dos processos eleitorais (artigo 14º, nº1)

31 de Maio de 2006 Limite para entrega à COCde Moções Globais de Estratégia e Propostas de Alteração Estatutária (artigo 6º, n.º 2)

5 de Junho de 2006 Limite para publicação no portal de internet da JS das Moções Globais e Propostas de Alteração Estatutária (artigo6º,n.º8)

12 de Junho de 2006 Limite para envio das convocatórias das eleições de Delegados a 22 de Junho (artigo16º, nº 1)

13 de Junho de 2006 Limite para envio das convocatórias das eleições de Delegados a 23 de Junho (artigo16º, nº 1)

14 de Junho de 2006 Limite para envio das convocatórias das eleições de Delegados a 24 de Junho (artigo16º, nº 1)

14 de Junho de 2006 Limite para envio das convocatórias das eleições de Delegados a 25 de Junho (artigo16º, nº 1)

14 de Junho de 2006 Limite para reclamar dos cadernos eleitorais (artigo 14º, n.º 5)

14 de Junho de 2006 Limite para requerimento de eleições à COC por 10 % dos militantes (artigo 16º, n.º 4)

15 de Junho de 2006 Limite para entrega à COC de Moções Sectoriais (artigo 6º, n.º 3)

15 de Junho de 2006 Limite para requerimento de eleições à COC por 10% dos militantes para eleições fora do prazo (artigo 23ª, n.º 1)

19 de Junho de 2006 Limite para publicação no portal de internet da JS das Moções Sectoriais (artigo 6.º, n.º 9)

22 de Junho de 2006 Eleição de Delegados ao XV Congresso Nacional da JS

23 de Junho de 2006 Eleição de Delegados ao XV Congresso Nacional da JS

24 de Junho de 2006 Eleição de Delegados ao XV Congresso Nacional da JS

25 de Junho de 2006 Eleição de Delegados ao XV Congresso Nacional da JS

27 de Junho de 2006 Limite para envio à COC das actas e processos eleitorais das Assembleias Concelhias (artigo 19º, n.º3)

27 de Junho de 2006 Limite para envio à COC de reclamações de processos eleitorais (artigo 21º, nº 1)

11 de Julho de 2006 Limite para eleições de delegados fora de prazo (artigo 22º, n.º 2)

11 de Julho de 2006 Limite para entrega à COC do Relatório do Secretário-Geral e da CNJ (artigo 6º, n.º 4)

14 de Julho de 2006 XV CONGRESSO NACIONAL DA JS
15 de Julho de 2006 XV CONGRESSO NACIONAL DA JS
16 de Julho de 2006 XV CONGRESSO NACIONAL DA JS

Segunda-feira, Abril 10, 2006

Entretanto na Europa...

Duas vitórias para a Esquerda na Europa marcam definitivamente o dia de hoje.

Em Itália a aparente vitória da coligação de Esquerda liderada por Romano Prodi, abre as portas para um Governo que nas suas palavras "será um Governo para todos os italianos, inclusive para aqueles que não tenham votado na União". Prodi deixou claro que quer um país "que dê primazia ao diálogo, onde as mulheres contem mais e onde haja mais Europa".

Em França, o Presidente Jacques Chirac decidiu substituir o artigo 8 da lei sobre igualdade de oportunidades por um mecanismo a favor da inserção profissional dos jovens com dificuldades, anunciando assim a substituição do polémico Contrato de Primeiro Emprego (CPE).

Sexta-feira, Abril 07, 2006

Dia Mundial da Saúde

No Dia Mundial da Saúde o nosso Governo anunciou a intenção de transpor definitivamente para o nosso ordenamento jurídico a proibição de fumar em locais públicos e fechados. Louva-se a coragem e a determinação do executivo liderado pelo Eng. José Sócrates que, uma vez mais, não temendo os poderes instituídos, age em defesa dos interesses dos portugueses.

Por favor, deixe de fumar!

Terça-feira, Abril 04, 2006

Cumplicidades


Considerando que os Bares/Esplanada do Parque Verde do Mondego, obra emblemática do Programa Polis e que a Câmara Municipal de Coimbra usurpou politicamente, estão prestes a ir abaixo, transitando para a Margem Esquerda não se sabe bem quando;

Considerando a quase indiferença com que o assunto tem sido tratado em alguma imprensa – sem parangonas e de forma envergonhada;

Perguntamos: Será preciso ruir a Igreja de Santa Cruz para que seja denunciada a incompetência dos responsáveis autárquicos em Coimbra e a leveza com que tantas questões têm sido tratadas?