Estamos aqui pelas nossas ideias, pelas nossas convicções, com o único objectivo de fazer mais e melhor por Coimbra. Não viemos para a política de mãos a abanar. Trazemos connosco um projecto, um ideal de desenvolvimento para o concelho, que nós julgamos ser o caminho certo rumo à modernidade.
Sexta-feira, Julho 28, 2006
Quarta-feira, Julho 26, 2006
Dívidas?

A Orquestra Clássica do Centro presta tributo a Carlos Encarnação, oferecendo-lhe um "Concerto Prestígio".
Claro que este concerto é co-organizado pelo vereador (dos fiéis!) Mário Nunes.
Claro que a Orquestra Clássica do Centro é dos grupos que mais apoios recebe da Câmara Municipal de Coimbra.
Claro que estes apoios oferecidos à Orquestra Clássica do Centro não são dos virtuais, isto é, são pagos a horas e não com anos de atraso (como acontece a outros grupos culturais, como é exemplo a Companhia de Teatro Escola da Noite que só agora recebeu metade do subsídio de 2005!...).
Claro que a Câmara Municipal de Coimbra ofereceu recentemente um prédio inteiramente remodelado à Orquestra Clássica do Centro.
Mas, certamente, a homenagem deve ser por outros motivos que não estes...
Quinta-feira, Julho 20, 2006
Quarta-feira, Julho 19, 2006
Segunda-feira, Julho 17, 2006
Esquerda é Juventude!

Esquerda é Juventude, foi este o lema que deu o mote ao XV Congresso Nacional da JS que decorreu este fim-de-semana na Guarda.
Tal como esperado, Pedro Nuno Santos foi reeleito Secretário-Geral da JS com 78% dos votos dos delegados presentes.
Na hora da vitória, Pedro Nuno afirmou que agora a prioridade das batalhas da JS é o fim do aborto clandestino em Portugal, pelo que desafiou os jovens socialistas "a correrem para a vitória do "sim" no referendo".
Aproveitando a presença de José Sócrates, Pedro Nuno declarou "Temos um orgulho enorme no Executivo e no primeiro-ministro", convicto de que "o Governo do PS colocou Portugal no trilho do desenvolvimento económico e deu confiança aos portugueses". E isto "governando bem à Esquerda", realçou.
Pedro Nuno aproveitou ainda a oportunidade para reafirmar que a Js é "contra o recurso abusivo dos falsos recibos verdes e dos estágios não remunerados. Esta é também uma batalha da JS!".
Coimbra elege dois Comissários Nacionais
Dois militantes da Concelhia de Coimbra, Luís Coelho (Presidente da Mesa da Comissão Política da Concelhia de Coimbra) e Ricardo Lino (Membro da Comissão Política do Distrito de Coimbra), foram eleitos para a Comissão Nacional da Juventude Socialista. Mais uma vitória para a Js/Coimbra!
Parabéns aos dois!
Quinta-feira, Julho 13, 2006
Irresponsabilidade!

Como recentemente tínhamos avisado, as pisca-pisca só serviam para ofuscar os olhos dos conimbricenses e ajudar a esconder o que se pasava por detrás destas, na escuridão.
Mais uma vez, o nosso Presidente da Câmara, baralhando equipamento público com os seus interesses e dos seus pares, volta a servir-se do que é de todos para atingir benefícios pessoais.
Ao seu melhor estilo, vai demonstrando que as suas escolhas para altos cargos da CMC redundam sempre em apostas fracassadas. No fundo, dando razão aos que o criticaram em plena campanha autárquica e que o continuam a fazer numa oposição que se quer séria (por oposição à gestão!).
Teresa Violante, José Eduardo Simões e Pina Prata são os exemplos mais visíveis de uma gestão que nos prejudica a todos, numa onda de irresponsabilidade própria de quem se alheia do futuro da Câmara e em particular da Cidade.
Sr. Presidente, limpe os pés antes de entrar! Não traga lama nos sapatos para dentro de casa! O povo agradece!...
Quarta-feira, Julho 05, 2006
Faz-se tudo para se vender um canudo?

1932 Licenciaturas, 80 Bacharelatos
Era o actual Presidente da República, Primeiro-ministro e a sua politica para o ensino superior assentava num princípio básico: crescer, crescer, crescer.
Sendo o país da união europeia com a menor taxa de licenciados, era necessário um incremento rápido destes no mercado de trabalho. O crescimento desordenado de universidades e instituto politécnicos era evidente, mas atingir os níveis da “Europa Civilizada” era a demanda.
Hoje, mais de uma década depois e com o inverno demográfico a acentuar-se em Portugal, proliferam as licenciaturas de baixo custo (as que alguém chamou de papel e lápis) e há uma forte concentração de instituições de ensino superior no litoral, sem que estudos de mercado sejam feitos.
Com uma oferta de 1932 licenciaturas e 80 bacharelatos, a concorrência entre instituições aumenta e a crise não chegou só às universidades privadas. Parece que vale tudo na conquista de novos alunos. A Lusófona bate o record, com um investimento anual de 1 milhão de euros na divulgação e publicidade para a captação de novos alunos. A Universidade de Coimbra investe 73 mil euros para a divulgação dos seus cursos e fala em deslealdade das suas congéneres na tentativa de angariação dos seus caloiros. Para além de dinheiro, imaginação não falta: professores acompanhados de alunos do primeiro ano deslocam-se às escolas para promoção dos seus cursos, programam-se dias abertos para que os futuros caloiros possam conhecer as instituições (o ISA tem um comboio puxado por um tractor que faz um tour pelas suas instalações), algumas instituições privadas prometem a candidatura a uma bolsa de acção social sem referir as condições de acesso à mesma e se não se faz tudo para vender um canudo parece porque algumas instituições decoram SMART’s a rigor e contratam jovens de mini-saia para promover o almejado canudo (onde vamos parar?). Será uma questão de legitimidade ou pura sobrevivência?
Sendo um mercado tão vasto, os alunos devem ponderar a sua escolha em diversos factores mas não podemos esquecer que a maior oferta se encontra em licenciaturas cujo mercado de trabalho se encontra saturado e que aquelas que se encontram em défice exigem médias de ingresso elevadas. A taxa de sucesso escolar deve portanto ser um factor preponderante na opção do candidato e a divulgação dos resultados é obrigatória. No entanto, praticamente ninguém até hoje foi penalizado por não publicar os resultados do insucesso escolar da sua instituição. O CNAVES tem vindo a denunciar esta situação e informa que a média nacional de insucesso escolar é de 30% mas pode atingir 90% em algumas licenciaturas. Mas parece que este é um tema tabu. A avaliação não é mencionada nas apresentações e publicações que as instituições do ensino superior promovem (sabe-se lá porquê?).
Importa lembrar que num mercado em constante mudança, uma licenciatura não é uma passagem para o mercado de trabalho e cada vez mais as empresas dão importância a características pessoais como à capacidade de liderança, à autoconfiança, à auto-estima e resiliência.




